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sábado, 30 de outubro de 2010

Os números que importam

Os números que importam

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmo 90.12.)

Você gosta de contar?

Contar seus carros, seus prêmios, suas jóias, seus contatos, suas casas, suas viagens, seu dinheiro... Então vamos contar?

Centenas de crianças são vendidas como escravas e a maioria para fins sexuais.

Centenas de mulheres são violentadas e estupradas, até mesmo por seus próprios maridos.

Milhares de pessoas não fizeram nem mesmo uma refeição hoje.

Centenas de mães estão chorando por seus filhos mortos no tráfico de drogas.

Milhares de pessoas estão se drogando, agora.

Milhares de armas bélicas estão sendo forjadas para alimentar guerrilhas, deixando centenas de mutilados e mortos.

Centenas estão aguardando na fila de órgãos para implantes e a maioria vai morrer esperando.

Milhares de abortos estão sendo feito e centenas de mulheres morrem por causa deles.

Toneladas de comida estão sendo desperdiçada e milhares de pessoas continuam famintas.

Quilômetros de florestas cortadas e centenas de espécie extinta.

Centenas de meninas sendo mutiladas, sem poderem expor o que sentem, são consideradas objetos.

Milhares de pessoas estão morrendo sem ouvirem que Jesus as ama.

Bem, me desculpe se menosprezei a contagem dos seus brinquedos, é que existem números maiores e eles estão gritando muito alto.
Acorde!

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” (Tiago 4.14.)

::Nilma Gracia Araujo
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vaidade das vaidades

Vaidade das vaidades

Eclesiastes está entre os meus livros preferidos da Bíblia. É um livro marcado pela sinceridade de um homem sábio que reconheceu os seus pecados. E é também marcado pelo mais completo ensino do que tem valor nessa vida.

É interessante vermos a figura de Salomão, um homem já de idade avançada, que usufruiu de tudo na terra. Foi o homem mais rico, mais sábio e talvez o mais admirado. Mas que ainda assim, como todos os outros homens da Bíblia e, como todos nós, pecou.

Eclesiastes é escrito então como forma de alerta às futuras gerações. “Não cometam os mesmos erros que eu cometi, diria Salomão” ou então, “Entendam o que realmente é a vida e o que realmente importa”.

Dessa forma então, o livro é resumido em um versículo: “Vaidade das vaidades, diz o Pregador; vaidade das vaidades, tudo é vaidade (Ec 1:2).

Pergunto: Será que realmente passa disso as coisas da vida?

Tudo o que vemos são pessoas que lutam desesperadamente, até as suas últimas forças para conseguirem aquilo que desejam. E não importa se para isso elas tenham que perder a família, os amigos ou até a própria vida. Não importa que ela cometa maldades contra os outros, ou desmembre a sua personalidade em relacionamentos que não levam a lugar nenhum. Roubar ou matar então são simples obstáculos fáceis de serem pulados para conseguir alcançar o que se deseja.

O homem tem esse desejo bobo de se auto-afirmar perante os olhos da sociedade.

É uma competição sem sentido acerca de quem tem o melhor carro, mais dinheiro, mais mulheres, mais propriedades, melhores roupas…

Vaidade das vaidades, diria Salomão.

Um homem que teve tudo isso a mais que qualquer outro homem. E ainda assim, em um momento de sua vida percebeu que tudo isso era nada e provocava apenas um grande vazio.

A diferença entre ele e os homens de nosso tempo é que Salomão soube tornar-se para Deus e buscar salvação, enquanto outros não conseguem perceber o tamanho do buraco que estão caindo e quando chegam ao fundo, o tempo simplesmente não pode voltar.

Por isso vemos pessoas com tanto, mas ainda assim tristes, sem rumo, sem sentido, perdidas, e até, infelizmente, suicidando-se.

Vaidade das vaidades…

Há um versículo que vejo como sendo chave, “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim.” Eclesiastes 3:11

Ainda que o homem busque em tudo o que existe no mundo, jamais encontrará aquilo pelo qual o seu coração anseia, senão em Jesus Cristo. Senão na reconciliação com o Pai que nos é dada pela graça de Deus, através do sacrifico do Seu Filho.

E isso é o principal da vida. Reconhecer que fomos criados por Deus, para Ele, para nos relacionarmos com Ele como filhos, como amigos, como servos. As coisas desse mundo jamais preencherão o coração do homem que só pode ser preenchido pelo amor de Deus, pela esperança e anseio pela eternidade. Pelo momento em que todos nós estaremos junto ao Pai. Novamente com a nossa essência, aquilo que foi posto em nós no momento da criação.

Maranata!

Por Lucas Jorge ao Gospel Prime.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adoração em movimento

Adoração em movimento

Especialista em dança, a professora Isabel Diniz fala do valor da expressão corporal no louvor a Deus

De uns anos para cá, um novo elemento litúrgico tem sido introduzido, com bastante aceitação, nos cultos e celebrações evangélicas – a dança. A expressão corporal, nas suas múltiplas formas e estilos, está deixando de ser instrumento usado apenas para evangelização – como naquelas tradicionais pantomimas encenadas por ministérios tipo Jocum – para ganhar força como forma de louvor e adoração congregacional. A tendência, diga-se, não surgiu por acaso. Ela explodiu a partir do sucesso do Ministério de Louvor Diante do Trono, grupo ligado à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). É lá que funciona o Mudança – Companhia de Dança e Artes Cênicas, que acompanha o grupo musical executando elaboradas coreografias durante as programações.
À frente do ministério de dança daquela igreja desde 1996, a professora Isabel Cristina Vieira Diniz é uma especialista no assunto. Formada em balé clássico, mestre em educação física e coordenadora dos cursos de artes cênicas e dança experimental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela levou para os púlpitos uma arte que, durante muito tempo, foi considerada profana pelos evangélicos. Isabel fala com conhecimento de causa: “Os crentes sempre tiveram muito preconceito contra a dança, associando-a à carnalidade”, diz. Ela mesma, quando se converteu ao Evangelho há 19 anos, pensou em abandonar a arte, embora fosse profissional. “Toda minha referência de dança não condizia com a nova vida que eu tinha”, lembra. “Mas Deus começou a falar comigo e resgatou a dança na minha vida.”
Desde então, Isabel vem se dedicando de corpo e alma – literalmente – ao que considera um ministério pessoal. O trabalho junto ao Diante do Trono mostrou-lhe que a dança, mais do que expressão pessoal de louvor, pode ser utilizada não apenas para ganhar almas para Cristo, mas também promover edificação, crescimento espiritual e até cura divina. “Tenho tido experiências maravilhosas, presenciando a restauração de muitas vidas através deste trabalho.” No livro Louvai a Deus com danças (Diante do Trono Publicações), a artista procura demolir preconceitos e enfatiza o valor da expressão corporal no culto a Deus. O que, evidentemente, precisa ser feito com critérios. “Não se pode, simplesmente, trazer a dança do mundo para dentro do culto. Creio que o Senhor tem uma dança específica para sua Igreja, uma ‘dança do céu’, sobrenatural, com valores bíblicos e santidade”, defende.
Casada com Eustáquio Diniz e mãe de três filhas – a família a acompanha no trabalho religioso –, Isabel está envolvida com diversos projetos artísticos voltados para o público evangélico. Um deles é o 4º Seminário Nacional de Dança no Louvor e na Adoração, programado para setembro em Belo Horizonte. “Sinto que há um enorme mover de Deus nesta área”, entusiasma-se. Da capital mineira, onde vive e trabalha, a professora atendeu a reportagem de ECLÉSIA:

Até que ponto a popularidade do ministério Diante do Trono contribuiu para a expansão da dança no meio evangélico?
Creio que o fato de Deus ter levantado e honrado o Diante do Trono com visibilidade e credibilidade nacional fortaleceu o que já vinha sendo feito através de muitos grupos. Está se consolidando um trabalho santo, de qualidade e comprometido com o Reino de Deus. Na verdade, já havia um mover de Deus na área da dança no Brasil, principalmente em Manaus, Goiânia e Rio de Janeiro. Hoje, a dança tem sido vista de outra maneira pela Igreja contemporânea, reduzindo sua desconfiança em relação a ela. Isso tem sido um referencial em inúmeros sentidos, nas diversas áreas nas igrejas e na vida de muitos cristãos.

Justamente devido a esta popularidade, não existe o perigo de se disseminar um modismo?
É preciso enfatizar que a dança, na igreja, não pode ser uma moda. Há cuidados a serem tomados. Muitos têm trazido a dança do mundo para a igreja, o que cristaliza os preconceitos de carnalidade.

Qual é a ligação da dança com a carnalidade?
Primeiro, vamos contextualizar essa questão chamada carnalidade. Nossa cultura ocidental é contaminada por valores e conceitos distorcidos sobre o corpo humano. Historicamente, o corpo, desde a Antigüidade grega clássica, é estigmatizado como prisão da alma. Essa visão é agravada com a idéia de corpo-pecado, pregada por teólogos da Idade Média. Ora, a matéria-prima da dança é o movimento, que por sua vez acontece em um corpo. Se meu conceito sobre o corpo humano é carregado da visão de pecado no corpo, com certeza tudo que for relacionado a esse corpo também estará impregnado pelos mesmos conceitos. Para complicar, a dança, no Brasil, sempre foi associada à sensualidade, sedução e vulgaridade.

Tais conceitos não prejudicam o uso da dança para fins espirituais?
Não. Acontece que nós vivemos uma realidade cultural muito complexa que, na maioria das vezes, é governada por preconceitos seculares inculcados diabolicamente, mascarando e distorcendo a verdade da Palavra e do que Deus plenajou para nós. Isso afeta não só o ministério de dança, mas todo estilo de vida da Igreja contemporânea. Por outro lado, creio que vivemos um tempo profético em que Deus está resgatando o que é dele. Não a dança em si, mas o templo do Espírito Santo, que somos nós, com uma visão restaurada de corpo, de humanidade e de adoração, sem preconceitos mundanos. Os conceitos de Deus estão sendo reinstalados na cultura do crente contemporâneo.

O que dizer àquelas pessoas que consideram a dança como “coisa do diabo”?
Possivelmente, o tipo de dança que estas pessoas conhecem é do diabo mesmo. A dança secular tem se prestado a esse papel. Na verdade, o problema não é a dança em si – são as pessoas que dão lugar para que o diabo seja exaltado. Sei o que estou dizendo porque, no passado, eu já dei lugar para esse tipo de dança em minha vida. Eu não conhecia Jesus e, na minha ignorância, participei de manifestações culturais seculares como o carnaval. Também atuei profissionalmente em produções importantes e artisticamente elitizadas, mas completamente contaminadas por princípios diabólicos.

Como foi que você começou a usar seu trabalho artístico no contexto religioso?
Dois anos depois de minha conversão, Deus me pediu separação, o que fiz em sofrimento porque amava a dança. Pensei que nunca mais voltaria a dançar. Quando me convidaram para trabalhar com o Mudança, achei um disparate: Dança na igreja? Achava que isso não era para mim. Afinal, toda minha referência de dança não condizia com a nova vida que eu tinha. Então, Deus começou a falar comigo e resgatou a dança na minha vida.

Até que ponto as técnicas e a espiritualidade de fundem no seu trabalho?
Particularmente, tenho buscado de Deus a dança que ele tem para mim, através de experimentos corporais em meus devocionais. Reconheço que em minha história motora aprendi muitas técnicas corporais que têm traçado uma identidade cultual de movimentos em meu corpo, mas creio que o Senhor tem uma dança específica para a Igreja, uma “dança do céu”, sobrenatural, com valores bíblicos, técnicas corporais próprias acopladas ao estilo do adorador ou do grupo de dança. Para compreendê-la e encontrar o ponto de equilíbrio entre as técnicas corporais é preciso haver discernimento e unção do Espírito Santo, sem os quais nada tem o menor sentido. De mim posso afirmar: eu sou do Senhor, fui restaurada e por isso a minha dança também é reataurada. Ela é de Deus e para Deus.

A dança litúrgica não pode seguir o caminho da música cristã, que em muitos círculos virou um espetáculo em si mesma, comprometendo seu aspecto ministerial?
No Diante do Trono, temos uma posição muito definida em relação às ministrações: para nós, não existe o show, mas o culto a Deus. O que precisamos entender é que Deus não se emociona com nossa dança, nem com nossa música, muito menos com nossos talentos. Infelizmente, muitos irmãos ou irmãs têm confundido o real significado da dança na igreja. Esquecem-se de que, para nós, não existe palco. A síndrome secular de “artista”, da “estrela”, ainda paira no ar. Precisamos vigiar nossas motivações o tempo todo – não podemos, por exemplo, perder o foco de Deus. A dança nas igrejas não pode ser objeto de distração, mas de ligação com o Senhor. Em todos os aspectos e em todo o tempo, devemos vigiar nossa vida pessoal com Deus.

Como evitar, por exemplo, que manifestações corporais durante os momentos de louvor musical tirem a atenção das pessoas para o conteúdo das canções?
A dança é uma linguagem visual; o canto e a música são linguagens sonoras. Por isso, considerando a liturgia como uma coleção de formas ritualísticas que visa a adoração pública e o ensino na igreja, creio na possibilidade de uma unidade poderosa de todas essas linguagens na adoração. E, sendo uma linguagem visual, a dança é para ser vista mesmo. É para ser bênção e levar a igreja ao foco de Deus.

Mas nos cultos modernos, particularmente os de linha avivada. é comum os líderes de louvor estimularem o povo a levantar-se, erguer as mão, bater palmas etc. Isso não gera certo diversionismo no ato de adoração a Deus, que tradicionalmente era associado à contrição?
Acho que ocorre o contrário. Bater palmas, saltar, correr e até pular são manifestações corporais descritas na Biblia como possibilidades de expressão profética em momentos de júbilo, guerra, celebração e intercessão. Às vezes, o irmão está lá no banco triste, tímido, sonolento ou distraído com outros pensamentos, ou preocupado com o trabalho e recebendo pouco das ministrações; então o Espírito Santo orienta o ministro de louvor para movimentar a igreja com gestos ou com danças. Naquele momento, a pessoa pode ser tocada e cativada para a ministração e o mover de Deus. Tudo que é feito na direção do nosso Senhor Jesus é perfeito, agradável e tremendo.

Muitos trabalhos nesta área são feitos com bases extremamente amadoras e improvisadas, não?
No meu entender, uma das maiores dificuldades da dança nas igrejas está na falta de formação e informação, seja em que estilo for. Há igrejas que desejam iniciar um ministério de dança, mas não têm obreiros capacitados, técnica e didaticamente, para isso. Muitos consideram, por exemplo, que o balé clássico é a base de todas as danças, e isso não é verdade. Por causa deste conceito, muita gente se sente impossibilitada de dançar ou excluída do chamado para o ministério. Ou então realizam meras imitações de movimentos, sem compreenderem de fato as técnicas corporais que sustentam o balé, o que gera como produto uma caricatura da sua forma original. Se queremos fazer balé clássico, temos que estudar e fazer aulas específicas para dominar as técnicas que o caracterizam, evitando, inclusive, o risco de lesões físicas graves. A excelência é muito importante – de um lado, é preciso ter uma vida no altar de Deus; de outro, um trabalho corporal de qualidade. No mundo secular, os artistas trabalham muito antes de se exporem. Na Igreja, não pode ser diferente: também precisamos nos instrumentalizar para oferecer ao Senhor o nosso melhor. Unção é fundamental, mas a técnica aliada à unção alcançará muito mais pessoas.

Entre os evangélicos, o uso da dança sempre esteve restrito ao evangelismo, especialmente de rua. Em que momento se deu a sua transposição para os púlpitos das igrejas?
Mas o púlpito não está restrito a espaços físicos e o evangelismo não se separa da adoração. Ambos estão intimamente relacionados ao amor que sentimos por Deus. As metas e as ações podem ser diferentes, mas a origem é a mesma – é o amor que se inicia no Senhor Jesus e se estende pelas vidas. Portanto, essa transposição da dança da “rua para a igreja”, como você diz, se faz quando percebemos que é possível adorar ao Senhor e expressar essa adoração com todas as forças, com todos os talentos semeados por Deus na existência humana. Falamos de um estilo de vida cristão que pode se manifestar em qualquer lugar.

O fato de a dança ser algo estritamente visual, estético, não acaba gerando um certo conflito na maioria dos evangélicos que são continuamente estimulados a se voltar para valores internos, da alma e do espírito?
Pois é, aqui vemos mais uma vez a cultura secular ocidental gritando dentro da Igreja. Mas precisamos analisar por duas perspectivas: a de quem ministra com a dança e a de quem é ministrado pela dança. Existe uma unidade existencial. Quando dançamos, estamos ali por inteiro – corpo, alma espírito –, mas o que é visível são os movimentos articulados de braços, pernas e cabeça. Mas os movimentos só acontecem porque são sustentados por ossos e músculos, os quais não se podem ver. Da mesma forma, não se pode ver o espírito nem a alma do dançarino – mas ambos estão lá, participantes da totalidade do existir humano. Não há como separá-los.

O que é ser “ministrado pela dança”?
O sujeito está ali também em sua totalidade, recebendo uma informação que passa pelo sentido da visão, mas cujo efeito é concreto na energia vital de sua existência. Nesse processo do receber de Deus, é possível uma separação entre o corpo biológico, as capacidades intelectuais, as emoções e o discernimento no Espírito? Não. Deus não nos salvou por partes – primeiro o espírito, depois as emoções e por último o feixe de músculos com sua caixa de ossos. Exatamente porque a dança trabalha com as sensações estéticas é que ela se materializa por meio da relação dialética entre objetividade e subjetividade, entre forma e conteúdo. Aqui se instaura um complexo sistema de relações em que o Espírito Santo age também por inteiro em nossas vidas. A dança é uma maneira ímpar de discipular, quebrar barreiras socioculturais e ensinar a Palavra. Ela gera cura da alma e de frustrações. Além disso, é um exercício físico que faz muito bem para a saúde qualquer um.

Que exemplos bíblicos você pode citar legitimando a dança como forma de louvor e adoração?
A dança desempenhou um papel importante na cultura hebréia. Ela era sempre era associada com a música e freqüentemente empregada em ocasiões de regozijo, como na passagem de Êxodo 15. Em I Samuel 18.6-7, vemos as mulheres do povo dançando e cantando após uma vitória militar de Davi sobre os filisteus. Mais adiante, em II Samuel 6, o próprio Davi dançou diante de Deus quando levava a arca da aliança para Jerusalém. No Novo Testamento, ainda na mesma perspectiva, há a citação da festa em celebração à volta do filho pródigo, narrada em Lucas 15.25. Alguns eruditos acreditam que inclusive na festa dos Tabernáculos as danças estavam presentes, diante da referências existentes nos salmos. Há, também, um texto de que gosto muito em Cantares de Salomão 6.13, que descreve um lindo diálogo entre o noivo e a noiva, em que ele diz: “Que formosos são teus passos dados de sandálias, ó filha do príncipe.” Há outros textos, como em Jeremias 31.13, onde vislumbramos mais uma profecia sobre a dança: “Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza.”

Por que a dança evangélica contempla predominantemente estilos de músicas clássicas, em detrimento de ritmos mais brasileiros?
A música, na Igreja Evangélica brasileira, sofreu muita influência trazida por missionários americanos com seus hinários. Depois, outra influência significativa é a da música produzida e importada dos grandes institutos de formação para ministros de louvor e adoração, como o americano Christ for the Nations e o autraliano Shouth the Lord. Pessoalmente, gosto muito de trabalhar todos os ritmos, porque para mim quem os criou foi Deus. Claro que existe um temor compreensível das lideranças em relação ao uso de certos ritmos brasileiros na igreja, devido à sua associação com práticas corporais sensuais ou manifestações religiosas pagãs. Mas creio que muita coisa já está mudando, porque Deus está trazendo à realidade os seus projetos de restauração e retomando tudo o que é dele.

Na sua opinião, qual é o estilo que mais agrada a Deus?
Aprendi que Deus está acima da cultura, da arte, da ciência e de tudo o mais. O que importa mesmo é estar no centro da sua vontade em tudo o que fazemos. Penso que Deus não está preocupado com o estilo de dança que adotamos. O que devemos é buscar fazer o melhor, e esse melhor demanda santidade, compromisso, estudo, trabalho e dedicação. O tremendo é que Deus nos dá o livre arbítrio para escolher o estilo com o qual nos indentificamos – seja uma dança mais livre, seja o balé clássico, a dança moderna, o stret dance, o funk, a dança hebraica, o country e tantos outros estilos. Há uma variedade de estilos e ritmos que podem ser usados na direção do Espírito Santo com ótimos resultados. Mas é preciso não perder de vista a direção de Deus e o significado da dança na Igreja.

H. Guther Faggion
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dança na Igreja: como é comum no meio evangélico

Dança na Igreja: como é comum no meio evangélico

Escrito por Redação Apascentar

A dança é um ministério de adoração que o Senhor tem levantado em algumas igrejas, mas, como é comum no meio evangélico virou “moda” e praticamente todas as igrejas dispõe de dançarinos de plantão. Eu não sou contrário à existência da dança; creio plenamente que o Espírito de Deus tem feito uso desta forma de expressão corporal para honrar e glorificar ao Todo Poderoso. E, quando esta adoração é externada com temor e amor, o nosso Espírito alegra-se profundamente ao contemplá-la. A infidelidade, incredulidade e a conseqüente falta de santidade de muitos povos (igrejas), impossibilitam o mover do Espírito Santo, resultando em cultos desprovidos da verdadeira unção que alimenta a alma. Para saírem desta situação, lançam mão, copiando, toda sorte de movimento. Esquecem que é o Espírito de Deus que derrama o óleo e estas práticas desprovidas de unção, são inconsistentes, sem valor diante de Deus.

Amados líderes, é preciso ouvir a voz do Espírito Santo, consultá-Lo e conhecer a Sua vontade para a igreja; não tome decisões segundo a sabedoria e ou entendimento humano. Afinal, a Igreja é do Senhor Deus que enviou o Espírito Santo a edificá-la. Se houver aprovação do Senhor quanto à existência de um ministério de dança, alguns pontos devem ser observados pelos que serão ungidos.

1- Amor a Deus:

“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. Mt 22.37

A nossa condição de servos obriga-nos a sermos desprovidos de vontade própria e sujeitos ao domínio integral do Senhor Deus. Isto significa: Primeiro à vontade de Deus e em segundo plano e em conformidade com os princípios divinos, o nosso querer.
Esta condição é tão real, que o próprio Jesus, quando homem, submeteu-se por completo aos desígnios do Pai, a direção de Sua vida não estava mais sob seu controle.
Ele disse: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres”.
(Lc 22.42)
Esta sujeição incondicional era fruto do grande amor do Senhor Jesus, primeiro para com o Todo Poderoso e também pela humanidade que caminha a passos largos em direção à perdição eterna.

2- Temor a Deus: Coração sábio.

“Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o SENHOR. Ele dá compreensão aos que obedecem aos seus mandamentos. Que o SENHOR seja louvado para sempre!” (Sl 111.10)

Temor a Deus significa que devemos possuir sentimento de reverencia e respeito, ao contrário do que pensam alguns, ao associar temor a medo. É inconcebível que vidas impuras, desprovidas de santidade possam tomar lugar no desempenho da obra do Senhor. A falta do temor abre brechas através das quais, o maligno infiltra-se e as obras da carne ganham espaço. As pessoas que deveriam ser adoradores tornam-se em “dançarinos”, ávidos pelos elogios, sentem prazer quando são glorificados por fazerem bem as coreografias.
... Como é que vocês podem crer, se aceitam ser elogiados pelos outros e não tentam conseguir os elogios que somente o único Deus pode dar?... Se eu elogiasse a mim mesmo, os meus elogios não valeriam nada. Quem me elogia é o meu Pai...” (Jo 5.41,44;8.54)
Movido pelo amor e temor, Jesus despiu-se da glória celeste, colocando-se apenas como instrumento nas mãos de Deus, para ser útil ao Reino, Ele dispensou os elogios, veja: “Eu não procuro ser elogiado pelas pessoas” (Jo 5.41)

3- Santos e Puros:

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”. (Rm 1:1)

A exemplo de Paulo, somos chamados para fazermos a obra do Senhor Deus, em diversas áreas no Reino. Separados para a honra e glória do Senhor. Consciente desta condição é preciso que haja uma adequação da vida ao viver definido por Deus. Você foi chamado pelo Espírito Santo para integrar o ministério de dança? Louvor? Pregação da Palavra? Líder na igreja? Oh graças! És bem-aventurado!
O mandamento é: Seja Santo! A santidade nos proporciona:
-A oportunidade de comungarmos as mesmas idéias do Senhor.
-E intimidade profunda com Ele.
Quando isto é uma realidade, a nossa alegria é glorificá-Lo com os nossos atos.
Os frutos da carne: “... a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas”. (Gl 5.19-21) São inexistente na vida que procura ser santa e pura.

Servo leia com atenção esta mensagem, reflita sobre a tua situação com o Senhor, e jamais permita que sentimentos de orgulho, a soberba e a vaidade penetrem em teu coração, roubando o lugar que é exclusivamente do Senhor. Você é ungido a adorar através da dança? Faça isto com perfeição, com satisfação e com todas as tuas forças, para que o Senhor veja e aprove, recebendo como aroma suave a tua adoração. Não permita que a carne sobressaia e queira ouvir dos irmãos palavras afáveis; não tome a glória do Senhor para si.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Workshop de Dança Vem Dançar



Workshops de:

Frestyle anos 80/90: Nil - Fúrias das Ruas/ Joinville/SC
Jaz: Luana - PIB Curitiba
Graffiti: Cris de Piraquara

Data: 20/11/2010 às 14 hrs.

Inscrições pelo site: www.33ieq/jovens

Você não pode ficar de fora!
Vem dançar com a gente!
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domingo, 24 de outubro de 2010

O que é o Avivamento?

Avivamento é, simplesmente, aquele momento quando Deus se manifesta diretamente no meio dos homens; quando Ele 'rasga os Ceús e desce' (Isaías 64:1). Wesley Duewel, no seu livro "O Fogo de Reavivamento" descreve o avivamento assim:

A presença e o poder de Deus operam de forma tão poderosa e intensa durante o reavivamento, que Ele realiza mais em horas ou dias do que em anos de ministério fiel onde não há reavivamento... Durante o reavivamento, as pessoas se movem em direção a Cristo, pessoas que não podem ser movidas de qualquer outra forma. Muitas orações que não foram respondidas durante anos são gloriosamente respondidas. A atmosfera freqüentemente fica cheia do poder majestoso de Deus. Os cristãos reconhecem isso com a presença santa de Deus. Os pecadores têm uma percepção reverente da presença de Deus e de sua própria pecaminosidade.

Deus pode revelar a Sua presença de maneiras inesperadas. Ocorrências surpreendentes podem acompanhar Sua obra profunda na alma. Pode haver uma tal sensação da presença e do poder divino que alguns indivíduos tremem. Outros podem chorar diante de Deus; alguns caem ao chão por se sentirem fisicamente enfraquecidos. Outros podem sentir-se quase irresistivelmente atraídos a comparecer aos cultos de reavivamento ou a reunirem-se antes de algum culto ser anunciado.

O resultado do verdadeiro avivamento sempre tem um impacto na sociedade. Historiadores como William Lecky disseram que o avivamento liderado pelo John Wesley no século dezoito ajudou a Inglaterra evitar uma revolução sangrenta como aquela que assolou a França. Muitos avivamentos, como aqueles no país de Gales em 1905, Zaire em 1976 e Pensacola - Florida (EUA) em 1995, causaram uma diminuição perceptível nos índices de criminalidade nas suas comunidades. Outros avivamentos, como o Exército da Salvação liderado pelo William Booth no século 19, contribuíram com avanços sociais como a abolição do trabalho infantil e a prostituição infantil da Inglaterra, e inspiraram outros pioneiros como o Dr Thomas Barnado que trabalhou com as crianças de rua de Londres, resolvendo completamente o problema durante a sua vida.

John White, no seu livro "Quando o Espírito Vem com Poder" (ABU Editora, 1998) escreveu:

...O que temos chamado de avivamento pelos últimos trezentos anos representa um trabalho incomum do Espírito Santo, com as seguintes características:

1. Homens, mulheres e crianças, convertidos e não-convertidos, tomados por uma visão, tanto da santidade de Deus como da sua misericórdia, são despertados em grande número para o arrependimento, para a fé e para a adoração.

2. O poder de Deus é manifestado em vidas humanas de forma que as leis da psicologia e da sociologia não conseguem explicar adequadamente.

3. A comunidade como um todo torna-se consciente do que está acontecendo, muitos entendendo o movimento com uma ameaça a instituições existentes.

4. Alguns homens e mulheres exibem comportamentos físicos e emocionais fora do comum, que criam controvérsia, e que podem tornar-se ofensivos para os que se opõem ao avivamento e uma armadilha para os que o apóiam.

5. Alguns crentes avivados comportam-se de maneira impulsiva e imatura, e outros caem em pecado. Dessa forma o avivamento parece ser uma estranha mistura de influências de Deus com as que não vêm de Deus, e de exibições do poder de Deus e da fraqueza humana.

6. Onde quer que o avivamento atinja proporções suficientes para causar um impacto nacional, reformas sociopolíticas são perpetradas no século seguinte. Dessa forma o reino de Cristo começa a ser exercitado sobre males de opressão e injustiça.

O seguinte foi escrito por Frank Bartleman, no dia 16 de novembro de 1905, apenas cinco meses antes do avivamento da Rua Azusa começar em Los Angeles, Califórnia (EUA):

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta. Será que nos nós jogaremos no seu seio, sendo conduzidos para gloriosa vitória? Um ano de vida neste momento, com suas maravilhosas possibilidades para Deus, vale mais que cem anos de vida normal. O Pentecoste está batendo às nossas portas. O avivamento para nosso país não é mais uma dúvida. Vagarosa, mas seguramente, a maré tem subido e, no futuro bem próximo, haverá um dilúvio de salvações que arrasará tudo antes de nós. O país de Gales não ficará sozinho neste triunfo glorioso para nosso Cristo. O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.

Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus está saindo: "Haja luz." Irmão, irmã, se todos nós crermos em Deus, você entende o que aconteceria? Muitos de nós já não vivemos para outro motivo. Um volume de oração de fé está subindo ao trono dia e noite. Los Angeles, o Sul do Califórnia, e o continente inteiro, certamente logo se acharão no meio de um poderoso avivamento pelo Espírito e pelo poder de Deus.

Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?”

(Citado no livro 'The True Believers' por Larry E Martin)

Pr Paul David Cull



Ministério Avivamento Já
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