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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coração Humilde, Gigante Derrotado

Coração Humilde, Gigante Derrotado
Por Helder Assis



As pessoas de coração humilde têm um lugar especial no coração de Deus. O próprio mestre disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3).

Em Tiago 4:6-10, o apóstolo estabelece uma relação entre a humildade, a sujeição a Deus e a resistência ao nosso inimigo. De fato, só podemos nos sujeitar a Deus se formos humildes, e só podemos resistir ao diabo se tivermos humildade suficiente para identificarmos, em nós mesmos, os reflexos das setas que nos foram lançadas por ele.

Ainda no texto de Tiago é dito que “Deus dá graça aos humildes”. Mas que graça seria esta?

A graça que Deus nos concede, é a força para, nos sujeitando a Ele, resistirmos ao inimigo de nossas almas. É graça para, nos chegando a Ele, termos sua presença conosco. É graça para sermos purificados, termos nossos corações limpos, e termos o bálsamo curador derramado sobre nossos corações.

Para isto, precisamos primeiramente nos humilhar diante do Senhor. Quando nos sujeitamos a Ele, podemos resistir ao diabo. E resistir não é fugir. Resistir não é ficar inerte em apatia. Resistir é se opor, se posicionar contra, avançar em vitória. E não conseguimos nos posicionar contra nada se não reconhecermos que precisamos fazer isso.

É aí onde entra a humildade. É necessário um coração humilde para reconhecermos nossas próprias falhas, dificuldades e lutas – seja diante de Deus, de outras pessoas ou de nós mesmos. A nossa tendência como seres humanos é negar, minimizar, ocultar, esconder, manipular, tentar resolver da nossa forma... ou mesmo avançar, porém na nossa própria força – todas estas, atitudes de um coração que ainda não está andando em plena humildade.

No capítulo 17 de 1 Samuel lemos a história do desafio do gigante Golias ao povo de Israel, e como o então jovem Davi, cheio do Senhor, obteve a vitória. Dentro do contexto desta breve meditação, não podemos deixar de notar um detalhe muito interessante, que nos mostra que, quando não nos posicionamos e não resistimos ao inimigo, ele avança em nossa direção. Veja:

“Golias parou e clamou às tropas de Israel e lhes disse: escolhei dentre vós um homem que desça contra mim” (1 Samuel 17:8)

Este era o desafio diário que Golias, representando o exército dos filisteus, fazia contra o exército de Israel. Este desafio durou quarenta dias, quando então Davi se apresenta. A propósito, Davi fora ungido por Deus através do profeta Samuel pouco tempo antes desse ocorrido. Ele, Davi, tinha um coração humilde (1 Samuel 16:7). Antes, porém, do desfecho desta conhecida história, a bíblia nos diz o seguinte:

“Os israelitas, vendo Golias, fugiam dele, temiam grandemente, e diziam uns aos outros: vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar Israel”.

Observe que inicialmente Golias desafia um homem para descer contra ele; e como não se achou homem no exército de Israel que aceitasse o desafio, é dito que Golias subiu para afrontar Israel. Em outras palavras, a esta altura Golias estava literalmente “instalado” dentro do espaço do exército de Israel naquela batalha.

É isto que acontece quando não resistimos ao nosso inimigo: ele se instala. Mas há esperança de vencermos os “gigantes” de nossa vida: devemos nos sujeitar ao Senhor e sermos humildes em admitir nossas imperfeições. Davi sabia que ele não podia vencer aquele gigante pela sua própria força. Por isso ele disse: “O Senhor me livrará da mão deste filisteu” (1 Samuel 17:37). E disse ainda a Golias: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, a quem tens afrontado” (1 Samuel 17: 45).

É preciso reconhecer as nossas limitações e a necessidade de cura em nossas almas e nossas. É necessário que nos cheguemos a Deus, nos purifiquemos, e nos humilhemos na presença dEle.

Para muitas pessoas está sempre “tudo bem”. Alguns têm muita dificuldade de reconhecer que precisam de oração, de um ombro amigo, de cura ou apenas de alguém para o ouvir. Alguns se acham sempre acima de qualquer situação. Existem pessoas envolvidas em vícios, falta de perdão, lutas de toda a espécie, que jamais se humilham e reconhecem que só se sujeitando ao Senhor se podem vencer os gigantes desta vida...

Por isso Deus diz pela sua Palavra que a graça de resistir ao diabo é para os humildes! Esta graça está disponível a todos, mas será concedida para aqueles que tiverem o coração tão humilde a ponto de chamar o pecado pelo nome, não mentir para si mesmo, não se auto-justificar nem tentar se ocultar do Senhor. Esta graça é para aqueles que simplesmente reconhecerem: “Pai, o meu gigante é esse... e eu preciso do Senhor”.

Que nesta hora nos sintamos fortalecidos pelo Espírito Santo a nos posicionarmos contra o nosso inimigo. Que nos sintamos encorajados a sermos “praticantes da palavra e não somente ouvintes” (Tiago 1:22) e a “confessarmos os nossos pecados uns aos outros para sermos curados” (Tiago 5:16). Que não nos enganemos a nós mesmos, tentando camuflar diante de Deus nossas culpas, dificuldades e lutas, mas que simplesmente reconheçamos humildemente que, sem Ele, nada somos e nada podemos fazer; e que, portanto, precisamos desesperadamente de sua presença e auxílio em nossas vidas.

Que tenhamos um coração humilde diante de Deus, de nós mesmos e das pessoas que nos cercam, e assim veremos nossos gigantes caírem por terra e serem derrotados pelo Senhor.

abração
Helder Assis
http://www.sacrificiovivo.com
helder@sacrificiovivo.com
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cristão ou Religioso?

Cristão ou Religioso?
Por Daniel Souza



Você já reparou que acostumar-se com algo não exige muito esforço? Repare no fato de alguém entrar em um recinto com um perfume muito doce e forte. Todos irão reparar. Alguns não gostarão, outros até se sentirão mal. Agora se você não pode sair deste local você naturalmente acaba se acostumando com este odor. Seja ele bom ou ruim.

Há um ditado interessante que diz: "o pecado é como o perfume, você acaba se acostumando com ele". Isto é real. Todo o perfume que passamos, tempos depois já estamos de tal forma acostumados com ele que nem notamos a sua presença em nós. Nós nos acostumamos tão facilmente com algo que elas se tornam corriqueiras para nós. Todavia não podemos ter o Senhor com corriqueiro para nós.

O que fez Jesus com os vendilhões do templo? Não estavam os homens daquela época acostumados com eles? Não estavam adaptados àquela situação? Vejamos qual é a posição do Senhor…

II. Jr 2.13; Ap 2.4-5

O que é uma cisterna? É um local para armazenar água. A religiosidade é como uma cisterna rota: começamos bem, mas no decorrer do tempo deixamos ao Senhor e ficamos com o passado, com as experiências do passado. Nossa comunhão e nossa vida com Deus tem que ser diária, permanente, tal qual o maná no deserto que era sempre para um determinado dia.

Com freqüência ficamos com a história do passado ou, o que é pior, com a história dos outros. Temos que ter a nossa própria história com o Senhor. Temos que estar diariamente buscando da fonte e não cavando cisternas rotas.

Nos dias de hoje há muita confusão entre o religioso e o cristão, o discípulo. Precisamos aclarar isto cada vez mais. Devemos que entender que o morno, ao qual está a ponto de ser vomitado, também está dentro da igreja. Não é do mundo que ele será vomitado, mas é para o mundo que será expulso.

Cada dia que passa aumenta a polarização que o Senhor nos falou em Ml 3.12-18. A cada momento, a cada tempo está se distanciando o justo do ímpio, o que serve a Deus daquele que não serve a Deus.

Para facilitar isto, faremos um paralelo entre o religioso e o discípulo. Não temos o intuito de julgar ninguém, porém não podemos deixar nenhum homem em confusão. Todos devem saber como Deus o vê.

III.Religioso ou Discípulo?

Religioso

Tem a bíblia centralizada no homem. Enxerga tudo o que Deus tem para ele: graça e salvação.

Interpreta a palavra mecanicamente, age como se ela fosse um tabuleiro de xadrez 2Co 3.6.

Ouve verdades de Deus 2Tm 3.7.

Obedece algumas regrinhas que as considera sumamente importante Mt 23.23.

Aprende a saber muita coisa 1Co 8.1b

Tem o eu no comando.

Se esforça por imitar a Cristo, na carne

Canta muitos cânticos

Estuda sobre o Espírito Santo.

Faz orações. Fala, fala e não ouve.

Confia sua vida a uma instituição religiosa

Sua vida é uma eterna luta contra o mal. "Mente vazia oficina do diabo. Membros ociosos oficina do diabo".

Vive com sede Jr 2.13.

Faz prosélitos Mt 23.15.

Não coloca sua vida na luz Jo 3.19-21.

Não reconhece as autoridades como vindas de Deus.

Seus olhos brilham para as coisas do mundo.

Discípulo

Tem a bíblia centralizada em Deus. O que importa é o propósito eterno de Deus.

Tem revelação de Deus. Compara coisa espiritual com coisa espiritual 1Co 2.12-14

Ouve a Deus Hb 3.7-8. Ninguém pode ouvir a Deus e não mudar.

Ama a vontade de Deus e obedece a Cristo em tudo Jo 14.23.

Aprende a guardar o que Cristo ensinou Mt 28.20.

Tem a Cristo no centro de sua vida – é alguém que se esqueceu de si mesmo.

Cristo vive nele Gl 2.20.

Louva ao Senhor.

Vive cheio do Espírito Santo Rm 8.5-9.

Fala com Deus, dialoga com seu Pai.

Confia sua vida a igreja que é o corpo de Cristo.

Não tem tempo para praticar o mal, seus membros estão ocupados com a justiça Rm 6.13.

Bebe muita água da vida.

Dá fruto (faz discípulos) Jo 15.1-6,8,16.

Anda na luz 1Jo 1.5-10.

Acata todas as autoridades delegadas Rm 13.1.

Seu atrativo é o Senhor, ama a simplicidade de Deus.

O coração do religioso não se sacia, não se satisfaz com as coisas simples de Deus. O religioso tende matar sua sede no mundo, nos atrativos do mundo ou do poder, que pode ser intelectual.

IV.Conclusão :

O que o Senhor quer de nós?

O que o Senhor espera de você?

O que você tem feito?

Que tipo de homem você é?

O nosso Deus e Pai não é um Deus de desordem, Ele deseja que todo aquele que se aproxima d’Ele realmente viva como Ele quer e deseja, sem mesclas ou confusão.

FONTE: WWW.AMEPROD.COM.BR

Deus abençoe
Daniel Souza
http://www.ameprod.com.br
danielsouza@ameprod.com.br
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As raízes de uma reação

As raízes de uma reação
Por Helder Assis



Uma reflexão sobre Mical e Davi em 2 Samuel 6:11-23

A maioria de nós cristãos conhece a história de Davi dançando perante o Senhor (2Sam 6:11-23). A ocasião era de festa: a Arca do Senhor estava voltando para Jerusalém. O Rei Davi estava exultante, e “dançava com todas as suas forças diante do Senhor” (v. 14), externando sua adoração a Deus sem se preocupar com o que os outros estariam pensando dele. Sua esposa, Mical, o “desprezou no seu coração” e o criticou severamente por dançar daquela maneira diante do povo (vs. 16 e 20).

Mas porquê ela criticou o gesto de Davi? Porque ela não entendeu?

Se voltarmos no um pouco no tempo, veremos que Mical não era exatamente o que se possa chamar de má pessoa – apesar de ser filha de Saul, que reinou antes de Davi. A Bíblia fala que ela amava Davi. Sabedor disso, o então Rei Saul tentou usar a própria filha como laço contra Davi (1Sam 18:20-21).

Entretanto o plano de Saul foi frustrado pela fidelidade de Mical a Davi. Na seqüência da história, vemos que ela ajudou Davi a fugir de Saul quando este o perseguia, enganando o próprio pai (1Sam 19:11-17).

Por que então esta mulher, que um dia compreendeu e participou do plano de Deus para preservar a vida de Davi, agiu de maneira tão severa quando agora, anos mais tarde, o Rei simplesmente adorava ao Senhor com alegria?

Poderíamos dizer que ela não compreendeu a motivação de Davi; ou que ela se preocupou mais com a imagem do Rei Davi do que com o momento espiritual da nação; ou ainda que teve ciúmes das servas. Tudo isto estaria correto... mas já lhe ocorreu que tamanha incompreensão poderia estar calçada em algo mais profundo e pré-existente na vida desta mulher?

A INFLUÊNCIA DOS TRAUMAS

Depois da fuga de Davi, Mical foi dada como esposa a outro homem pelo seu pai, Saul (1Sam 25:44). Anos depois, após a morte de Saul e já como rei, Davi exigiu-a novamente como esposa (2Sam 3:13).

Por esta e outras razões, podemos saber que Mical era uma pessoa que carregava profundas feridas. Ela fora usada como “isca” pelo pai contra Davi. Viu este homem arriscar a vida para atender a um capricho de Saul que era a exigência para o casamento, o qual foi chamado de “dote” (1Sam 18:25). Viu o homem que ela amava tendo que fugir do próprio sogro para não morrer. Foi dada pelo pai a outro homem como esposa, sendo já casada. Anos depois, quando talvez ela já estivesse “acostumada” com a situação, Davi se torna Rei e a traz de volta. A Bíblia nos conta que o seu então marido, Paltiel, veio chorando atrás dela quando ela foi tomada para ser “devolvida” para Davi (2Sam 3:15-16).

Quanta carga emocional! Como se não bastasse, ela não podia ter filhos, o que era considerado como uma desonra pela sociedade de então. Principalmente em se tratando da esposa de um monarca, que precisaria necessariamente de um herdeiro para ocupar o trono.

Mical permitiu que seus traumas não resolvidos trouxessem cegueira espiritual. E por causa disso, ela não pôde compreender o significado do ato de adoração de Davi.

A POSIÇÃO ERRADA

Os nossos traumas emocionais não tratados e/ou mal resolvidos podem nos trazer cegueira espiritual. E tudo isso sempre nos leva para a posição errada, um lugar diferente daquele que o Senhor nos quer. O povo inteiro estava em festa, e Mical estava “olhando pela janela” (v. 16). Ela somente foi ao encontro de Davi quando a celebração havia acabado, e o povo, ido embora (v. 20). E mesmo assim, foi para criticar.

Mical assumiu a posição de espectadora. Da janela, observava o povo se alegrando e adorando ao Senhor, ao invés de se juntar a eles. Estava assistindo a alegria e adoração dos outros, e não fazia questão de participar. Esta postura abriu portas pra um espírito crítico. E por trás disso, como já vimos, estava uma vida marcada por sofrimento, desilusão e expectativas frustradas.

CONCLUSÃO

Talvez você já tenha visto ou conhecido pessoas que assumem a posição de “espectadores” em algumas situações, até mesmo durante momentos de adoração ao Senhor. Não as julgue. Existe algo além das aparências. Existe uma vida que carrega marcas.

Precisamos desenvolver um espírito misericordioso em relação aos outros. Olhemos para nossas próprias vidas. Como temos cuidado de nossos traumas emocionais? Temos dado lugar a um espírito crítico? Temos tido uma vida infrutífera? Temos sido espectadores da adoração alheia?

Ainda há tempo para tratar pecados, se arrepender, pedir perdão e perdoar. Ainda há tempo para buscar a cura espiritual para nossos traumas. Ainda há tempo para receber o bálsamo que só o Senhor pode dar.

E ainda há tempo para sair da janela. A porta é logo ali. É só ir para fora, se juntar ao povo... e começar a dançar!

Que Deus nos abençoe,

Helder Assis da Silva Integrante do Ministério Sacrifício Vivo (www.sacrificiovivo.com), e membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário de São Vicente, SP e-mail: helder@sacrificiovivo.com

abração
Helder Assis
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dança no Espírito

Dança no Espírito


Na Bíblia existem várias expressões que se referem a “dançar' e “bailar”. Contudo, nenhuma passagem nas Escrituras Sagradas fala de “dançar no Espírito”. Essa frase não é bíblica nem teológica. A Bíblia nos informa que os povos antigos manifestavam seus sentimentos por meio de danças.

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Quando voltavam das batalhas em defesa de suas vidas ou da pátria maridos ou parentes, as mulheres, incluindo esposas e filhas, saíam ao encontro dos vitoriosos com cânticos e danças . Miriã a profetiza, a irmã de Arão e de Moisés, e todas as mulheres libertas do cativeiro egípcio, celebraram a passagem do Mar Vermelho com “tambores e danças” (Ex 15.20). Em tempos remotos, havia uma celebração ao Senhor em Israel e as filhas de Israel saíam a dançar em ranchos celebrando a “solenidade do Senhor em Siló' (Jz 21.19,21).

Davi, após conduzir a Arca da Aliança da casa de Obede-Edom até a cidade de Jerusalém, ia 'bailando e saltando' diante do Senhor (2 Sm 6.16). Com o passar do tempo, essa pratica tornou-se comum em Israel. Jeremias fala que depois de uma abençoada colheita, 'a virgem se alegrava na dança' e também os 'mancebos e os velhos' celebravam da mesma maneira (Jr 31.13). Também em Lamentações o profeta acrescenta: “Cessou o gozo do nosso coração; converteu em lamentação a nossa dança”, Lm 5.15.

Os profetas de Baal, durante sua cerimônia sacrificial, usavam uma espécie de música aos gritos e danças aos saltos ao redor do altar (1Rs 18.26). Do lado sensual, havia em Israel a famosa “dança do ventre”, que ainda hoje é praticada com freqüência no Oriente Médio. As filhas de Sião, quando perderam o temor a Deus, adicionaram ao seu andar a dança do ventre – o que foi severamente condenada pelo Senhor (Is 3.16). Salomé, a filha de Herodes, dançou também desta maneira (Mc 6.22).

No Novo Testamento, em algumas de suas passagens, a música e as danças encontram-se em evidências, sendo praticada nas solenidades judaicas. Jesus comparou à situação de seus dias com aquele que diziam: “Tocamo-vos flauta, e não dançastes” (Mt 11.17). O irmão do filho pródigo ficou indignado quando ouviu e viu “a música e s danças” para seu irmão (Lc 15.25). Entre as nações semíticas, as danças sagradas eram observadas tanto por homens quanto por mulheres.

Existem várias recordações bíblicas dizendo que os santos devem se alegrar no Senhor (Sl32.11) e servir ao Senhor com alegria (Sl 100.2). Maria, mãe de Jesus, foi uma jovem santa no novo testamento. Ela agradeceu a Deus dizendo: “A minha alma engrandece ao Senhor, eo meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lc 1.46-47). Mas não existe nenhuma recomendação no Novo Testamento, que é o manual da Igreja Cristã na Dispensação da Graça, dizendo que se deve “dançar no Espírito”. Além disso, certas danças que existem por aí em certos seios evangélicos não são espontâneas, mas ensinadas com antecipação e apresentadas ao público como “dançar no Espírito”. Por outro lado, existem também aqueles que aproveitam os momentos festivos e neles procuram extravasar suas emoções e euforias, além das regras preestabelecidas pela sobriedade e ética cristã.

O Apostolo Paulo fala de “orar no Espírito”, “bendizer no Espírito” e “cantar no Espírito”, mas nunca fala de “dançar no Espírito”. Não digo que não façam, porém acredito que as manifestações do Espírito Santo no meio do povo de Deus requer um pouco de prudência. Sabemos que em alguns momentos não é fácil de se controlar com o derramamento do poder de Deus. Contudo, a sabedoria de divina nos ensina que, via de regra, quanto mais o cristão está cheio do Espírito, mais controlado ele fica. Pois a manifestação do Espírito traz ao crente o amadurecimento e a sobriedade cristã. Descontrole não é sinal de estar totalmente controlado pelo Espírito de Deus.

Existem outras maneiras mais suaves, dentro do campo da ética, de se agradecer a Deus pelos seu amor e bondade, do que certas práticas extravagantes que podem até despertar curiosidade carnal.



Por Jose Valdo Caetano
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um bichinho chamado desânimo

Um bichinho chamado desânimo
Por Élcio Lourenço



Aquele que aceita o desânimo está fadado a fracassar e ficar no caminho, perdendo a recompensa eterna que está reservada aos corajosos e aos espiritualmente otimistas. (Apocalipse 3: 11-13).

1. Introdução

Existe um filme dos estúdios Walt Disney que conta uma história do tipo “Alice no país das maravilhas”, contendo um episódio de luta entre duas mulheres mágicas.

A tática de luta entre elas era a de se transformarem em seres diferentes a cada momento: quando uma virava um rato, a outra se transformava em gato. Para vencer o gato, surgia a figura do tigre, que era colocado sob a ameaça de um rinoceronte, enfrentado por um dinossauro.

A disputa continua até o ponto em que uma delas assume a forma de um imenso dragão voador, cuja aparência é de um ser imbatível. A batalha parecia ter chegado ao fim, quando a outra simplesmente desaparece.

A primeira reclama que as regras do combate não permitiam o uso da invisibilidade, e que estaria havendo trapaça, no que é contestada com a declaração de que não havia ocorrido o uso da invisibilidade, mas sim a transformação de uma delas em um micróbio invisível de uma doença mortal aos dragões, que agora se encontrava na corrente sanguínea do monstro.

Não é preciso detalhar o fato de que a esperteza resultou na vitória da mulher que adquirira a forma minúscula do gérmen fatal.

Certamente essa história não passa de um desenho animado para distrair crianças, mas nela está contido um sentido prático, que não está longe de nossas ações diárias, nos mais variados campos das atividades.

Curiosamente, há momento em que os gigantes da vida, as montanhas do caminho, são vencidos e superados, mas os micro inimigos e o cascalho que estão sobre a estrada nos atrapalham, nos derrubam e fazem com que percamos nossos objetivos e sonhos.

2. O grande desafio nascido de algo aparentemente pequeno

O maior desafio do cristão não é propriamente ter as coisas, mas sim a consciência de que “ podemos ter” tudo o que nos for necessário, uma vez que o Senhor é nosso pastor e não estamos fadados a ter falta ( Salmos 23 ). Também Paulo nos orienta sobre o estarmos tranqüilos em abundância ou em carência.v Quando assumimos que “não podemos ter”, mesmo que cercados de tudo o que é bom, encontramos sofrimento, dor, tristeza e derrota, já que nossa mente não aceita que dias melhores virão, ao mesmo tempo em que nosso coração se apavora pela possibilidade de se perder o que temos no presente.

O maior indutor desse estado de espírito é o desânimo. Ele é tão bem preparado para desmobilizar a vida abundante prometida por Jesus ( João 10:10 ) que, em razão de sua tarefa, me atrevo a qualificá-lo como um ente dotado de vida própria, e por isso chamo-o de “bichinho”.

3. A atuação do desânimo na vida do cristão

Embora nós, os cristãos, tenhamos por costume enfatizar pontos altos das Escrituras, fazendo seus personagens nossos “heróis”, cujo exemplo deva ser seguido, a vida não é fácil, e tanto nosso dia a dia, como aquele dos servos de Deus do passado, envolvem momentos de profundo desafio.

Relembremos dois momentos da vida de Moisés:

MOMENTO 1- Moisés estende a sua vara e faz com que as águas do Mar Vermelho se abram:

“Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.

Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se seco, e as águas foram partidas.”

Êxodo 14: 15:26

MOMENTO 2- Moisés entra em desespero, desanima de sua missão, por causa do mesmo povo que havia cruzado o Mar Vermelho e saído de Egito, e pede a Deus que risque seu nome do Livro da Vida.

“Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Ora, este povo pecou pecado grande fazendo para si deuses de ouro.

Agora pois perdoa o seu pecado, senão risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.”

Êxodo 32 30-35

( Êxodo 33:12-17 e Números 11: 11-15).

De acordo com as palavras de Jesus( Lucas 10:20 ), ter nosso nome escrito no Livro da Vida é algo absolutamente superior a qualquer outra coisa. Significa a segurança de uma vida eterna junto de Deus.

Tão grande foi, contudo, a frustração de Moisés diante das dificuldades em cumprir a missão a ele confiada por Deus, que o sentido de valor se desvaneceu sob o peso do desânimo, e pediu algo inaceitável: perder a oportunidade de viver o eterno.

Isso parece ser algo destituído de lógica, mas se enquadra perfeitamente na ação do inimigo para nos colocar distantes de Deus.

De certa forma, Moisés colocou sua missão acima da relação pessoal com o Senhor, um erro perigoso no qual qualquer um pode incorrer.

É verdade que a Bíblia promete a remoção de montanhas pela fé ( Mat 17:20 ), e isso é uma verdade tão significativa que nossos inimigos, liderados pelo adversário de Deus, o diabo, procuram outras técnicas para atacar.

Pense naquele pneu que amanheceu furado, exatamente quando você está atrasado para uma reunião, a tal matéria da escola que parece impossível de ser aprendida e cujo professor é um tremendo carrasco, ou do recibo do imposto de renda que some no dia em que a Receita Federal coloca você na malha fina.

Essa listagem poderia ir bem longe e incluiria, certamente, fatos que acontecem conjugados do tipo: óculos de grau que quebra exatamente quando você teria que fazer aquele teste difícil para um novo emprego que espera há meses, e igualmente a chave na porta da rua que quebra na fechadura.

As “pedrinhas” que são colocadas em nosso caminho têm uma aparência praticamente inofensiva, mas seu potencial de atrapalhar nossa existência, e mesmo a nossa fé, é bastante grande.

Aqui é que entra em cena o “bichinho” , pequeno, quase invisível, mas tão destrutivo como um vírus mortal, chamado “desânimo” .

Uma das razões pela quais ele é tão incômodo e nocivo deriva do fato de que, sendo gerado por estímulos externos, se instala no interior da pessoa, crescendo, e a partir dos sentimentos humanos, emerge subitamente com todo seu potencial destruidor.

Por outro lado, sua consistência é aquela de um “fantasma”, não podendo ser “agarrado” por meios comuns, lançando raízes desde o passado distante até o futuro, de forma sutil e insidiosa.

Como um bom “bichinho”, ele penetra em todas as “frestas” da nossa mente, em todos os “pontos fracos” que a vida produziu em nossa estrutura emocional, passa sob portas que pensávamos fechadas.

Todos temos “pontos fracos e frestas” da mente, geradas por nossa educação, a educação que recebemos e que, nem sempre, foi fundada na Bíblia. Conta também o remorso de erros passados, que deveriam estar esquecidos pois Jesus já os perdoou, as agruras causadas por desilusões emocionais, carência de dinheiro, falta de afeto, entre outros.

Com grande agilidade ele se desvia de armas que foram projetadas para vencer gigantes. Uma vez instalado, o “bichinho” se alimenta daquilo de frágil e mau que está nosso interior, além de aproveitar, por meio de nossos sentidos, de uma variedade de alimentos que existem no mundo( Gal 5:1-21: os frutos a carne ).

Seguramente, o “desânimo” é um dos “office boys”, um dos mensageiros do diabo, colaborando em tudo que pode para a realização da tarefa do inimigo que é “roubar, matar e destruir” ( João 10:10 ).

Embora essa meditação possua um claro direcionamento à Palavra, pois sem ela não podemos dar suporte a qualquer idéia, gostaria de frisar que conheço bem a dinâmica do “bichinho desânimo” .

Nasci em lar cristão, mas com a morte de meu pai, quando eu contava seis anos de idade, fiquei face a face com a pobreza e em uma cidade como São Paulo, onde a perspectiva de estudar era remota.

Mesmo assim comecei meus estudos à noite, trabalhando durante todo o dia. Tal esquema certamente não era nada conveniente, pois chegava, “dia após dia” às aulas completamente cansado, o que resultou na perda não de um, mas de vários anos de estudo.

Essa situação me levou ao “desânimo” , pois não é nada fácil lutar um ano inteiro, gastar dinheiro e não conseguir aprovação. Certamente muitos de vocês leitores desta página conhecem a sensação.

Cheguei à conclusão de que não valeria a pena insistir, o negócio era arranjar um “empreguinho qualquer” e deixar de lado essa história de formação acadêmica.

Deus, porém é muito bom( Salmos 52:1 ) e meu tio, Virgil Frank Smith, um dos mais antigos missionários americanos no Brasil, me disse: “Não desista, você vai conseguir”.

Resumindo, posso dizer que estudei matemática, formei-me em Engenharia Civil, por uma universidade federal, fiz vários cursos de pós graduação e obtive um grau de Mestrado ( MSC) em uma Universidade na Inglaterra. Felizmente, o bichinho não conseguiu me pegar nisso.

Sem dúvida, a vida de cada um de nós é diferente, especial, mas cabe considerar, que mesmo diante de uma situação inicial de desânimo, devemos lembrar que para Deus tudo é possível e continuar a lutar, com ou sem forças. Difícil talvez, mas essencial.

Tenho outras experiências de como o desânimo tentou me iludir em outros campos da vida profissional, financeira, sentimental e até religiosa, quando o diabo se apresentou de forma visível para mim e procurou que eu desanimasse, mas a esse respeito poderemos falar em outra ocasião. Vamos retornar a um interessante exemplo bíblico que nos é trazido pela experiência do profeta Jonas.

“ Então Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da cidade: e ali fez uma cabana, e se assentou debaixo dela,à sombra (1) , até ver o que aconteceria à cidade.

E fez o Senhor Deus nascer uma aboboreira, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado: Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira(2).

Mas Deus enviou um bicho , no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou (3).

E aconteceu que, aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso, oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas (4) ; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver” ( 5).”

Jonas 4: 5-8

A respeito dessa passagem podemos apreender o seguinte:

• Quando nos assentamos para “pensar na vida”, e paramos de pensar em Deus e de agir para resolver os problemas, o “bichinho” ganha força.

• Queremos ter “todas” as bênçãos divinas e nos alegramos quando as podemos desfrutar. O bem estar em excesso nos tira a fibra, afasta nosso pensamento do que é espiritual ( Pv 30:8-9), abrindo mais espaço para o “desânimo”.

• Se o bicho enviado por Deus, que era uma prova e uma forma de esclarecimento para o profeta renitente, houvesse picado Jonas, provavelmente nada aconteceria. Ao atacar a planta, ponto fraco daquele homem pelo prazer que sentia com a “sombrinha” ( onde está o tesouro está o coração Lc 12:34 ), o efeito foi rápido e profundo.

• Quando se fala em “desmaiar”, não se está apresentando algo necessariamente literal, mas demonstrando o abatimento que o desânimo provoca nas pessoas.

• Pode parecer que essa história do “bichinho” é algo de pequeno efeito e facilmente superável mediante um “bom papo” com os amigos, uma visita ao shopping, ou uma diversão qualquer, mas na realidade é de feito muito profundo, chegando a extremos.

Pare por um instante, e avalie se em alguma ocasião já não se sentiu como o profeta Jonas, de tal forma que uma “plantinha” tão acalentada na sua vida foi “picada” por um bichinho desânimo, e lhe pareceu que tudo estava acabado, que não valia mais lutar pela vida.

Tais ataques do desânimo são encontrados em vários relatos bíblicos e atingiram pessoas fracas ou mesmo aquelas de alto nível espiritual, heróis da fé, exemplos de vida. Dentre eles podemos citar:

CAIM : Tendo cometido uma primeira falha, que poderia ter sido reparada, entrou em pânico, perdeu o ânimo e ampliou seu erro até um ponto irreversível ( Gênesis 4:1-9 ). Observe que não podendo ser enquadrado entre os heróis da fé, ele tinha o privilégio de viver em um mundo onde não existia, ainda, a figura da violência entre os homens e,menos ainda, da morte.

Teoricamente ele deveria estar isento de qualquer pressão do ambiente, de marcas do passado, de influências familiares negativas, mas, mesmo assim, teve, por seu estado de espírito, a audácia de “inaugurar” os homicídios, que hoje são tão comuns.

ELIAS : Era um homem profundamente entrosado com Deus, mas de qualquer maneira, era apenas um homem (Tiago 5: 17-18), que após a memorável vitória contra os profetas de Baal , sentiu o peso das ameaças de Jezabel e duvidou da validade de seu trabalho, tendo desanimado até desejar a morte ( I Reis 19: 1-18 ).

JOÃO BATISTA : O maior homem nascido de mulher ( Mateus 11:11 ), destemido em sua pregação, tendo apresentado o “Cordeiro de Deus” ao mundo, entrou em uma crise de desânimo na prisão, não sabendo se havia cumprido sua missão( Lc 7:18-23 ).

A MULHER DE JÓ : Uma “madame” despreparada para enfrentar desafios, ficou completamente desanimada quando seu esposo não era mais detentor de bênçãos especiais como homem justo, e propôs que ele abandonasse o Senhor e morresse. Isso nos indica que temos que ir diretamente a Deus, sem nos ater as pessoas, e que parente de justo não é necessariamente justo ( Jó 2: 9-10 ). Muitas vezes convivemos com a benção, freqüentamos a benção, mas não suportamos a menor brisa de desafio, desanimando rapidinho. O POVO DE ISRAEL : Contaminados pelo desânimo dos espias enviados à terra prometida, também perderam o ânimo e desistiram de se apropriar da benção, com ela ao alcance de suas mãos ( Nm 13: 21-22 e 14: 1-5 ).

ISAÍAS E GIDEÃO : Dois homens chamados por Deus e que queriam desanimar mesmo antes de iniciar suas missões, pelo fato de estarem com o olhar fixo nas suas limitações, desapercebidos de que o poder divino se mostra mais intenso diante de nossas fraquezas ( Juízes 6: 11; Isa 6: 1-5; Hb 4:15 ).

O desânimo tem a facilidade de chegar bem perto de nós, em uma estratégia que pode até parecer nosso “amigo”, muito condescendente com nossos problemas. Ele nos oferece um falso “carinho” e nos promete o consolo do esquecimento afirmando: “Deixe de lutar, você já sofreu demais, relaxe, descanse em meu regaço.”

Essa aproximação foi exemplificada no segundo livro de Samuel 20: 9-10 , quando Joabe feriu a Amasa quando o abraçava, em um aparente gesto de amizade.

O diabo procurou aplicar esse golpe em Jesus por duas vezes. A primeira diretamente no episódio da tentação, procurando que Jesus não morresse na cruz mediante um “trato” aparentemente vantajoso com Ele( Mt 4:8-10 ) e, na segunda, usando o discípulo Pedro, que O admoestou para que tivesse pena de sua própria vida( Mar 8:31-33 ). Seguramente isso não funcionou com o Mestre, mas poderia nos atingir.

Como Jesus é o nosso modelo, devemos observar sua recomendação para vencer situações de provação:

“Tenho vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo ( o inverso do desânimo ) , eu venci o mundo.”

João 16:33

Quando o “bichinho” ataca, sua meta são as três coisas essenciais que norteiam a vida do cristão ( I Cor 13:13 ):

A FÉ , pois sendo o desânimo algo imaterial, ele atua exatamente no campo daquilo que “não pode ser visto e que ainda se espera” ( fundamento da fé – Heb 11;1 ), impedindo que possamos agradar a Deus( Heb 11:6 ).

A ESPERANÇA , na medida em que se coloca entre nós e as promessas de Deus, embaçando a visão do futuro ( Cristo em nós é a esperança da glória – Col 1;27 ), dando ao diabo a oportunidade de apresentar suas teses de que não existe Deus, e que se Ele existe não se importa com você, sendo impossível o perdão dos pecados, a recepção de bênçãos, a salvação, a volta de Cristo e a ressurreição.v Um exemplo clássico da Palavra a esse respeito é aquele relativo às irmãs de Lázaro, que se dirigiram a Jesus completamente desanimadas, pois haviam perdido a esperança de salvar sua vida ( João 11: 1-45 ).

O AMOR , pela simples razão de que o desânimo tira a força interior do homem, sua motivação e, conseqüentemente, sua coragem. Isso equivale a ter medo, que é um elemento capaz de anular o amor ( I João 4:18 ).

Quando o amor preenche o coração e a mente de uma pessoa, ele lança fora o medo e também não admite o desânimo, uma vez que tem uma missão de vida voltada para os outros e não para si mesmo.

E a famosa depressão tem origem em qual elemento de nossa vida diária?

O “bichinho desânimo” está bastante comprometido com a incidência dessa “enfermidade”, que cresce dia a dia no mundo de hoje, mesmo porque a depressão tem origens que não podem ser explicadas unicamente por fatores de natureza física.

Isso tem a ver com os prenúncios do fim, e está registrado que no momento em que se manifestar a realidade de Cristo e do grande julgamento, o desânimo será tão completo que não restará força nos homens, nos termos do que vimos na narrativa sobre o profeta Jonas:

“Homens desmaiarão de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. Porquanto as virtudes do céu serão abaladas.” Lucas 21:26

“...Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

Lucas 18:8

A força destrutiva do “desânimo” tem grande relação com sua capacidade de se auto alimentar em um círculo vicioso conhecido por Davi, que nos advertiu que “um abismo chama outro abismo” ( Salmos 42:7 ) . É importante, como se recomenda no combate ao alcoolismo, “evitar o primeiro gole de desilusão e negativismo”.

Quando a tristeza nos envolve, fica muito difícil ver a benção, mesmo que ela esteja ali ao nosso lado. Veja o que aconteceu aos discípulos de Jesus no caminho de Emaús, que “choravam” a morte de seu Mestre dirigindo-se exatamente a Jesus, que já havia ressuscitado, vencendo a morte, o inferno e o diabo ( Lucas 24:13-35 ).

Algumas das mais expressivas vitórias da Bíblia estão diretamente associadas à determinação de pessoas que não desanimaram diante de situações adversas.

PERSONAGEM

Jacó

Lutou com Deus

Gen 32:22-32



Renasce do zero

Jó 1:22

Josué

Luta sempre

Josué 1: 1-19

Eliseu

Quer o dobro

II Reis 2: 1-11

Paulo

O bem vence o mal

II Cor 4:8

Se você está imaginando que essa meditação parte de um otimista inveterado, que se lança a idéias ilusórias somente para disfarçar os problemas, devo assegurar que me situo entre os pessimistas e os realistas.

A primeira impressão que me vinha normalmente, quando me deparava com uma situação muito difícil, era de que “não havia solução possível”.

Aprendendo com Deus fui, pouco a pouco, descobrindo que “sempre há uma solução para tudo”, e que Ele tem propósitos que ficam acima da nossa capacidade de acompanhamento.

A partir desse ponto, certos versos bíblicos se tornaram meus favoritos para os momentos difíceis, e recomendo que você também os coloque em sua agenda de leituras .

Certamente eles são uma companhia bem mais produtiva do que o telefone através do qual você fica contando para todos “quão miserável é a sua vida”.

“Quem há entre vós que tema a Jeová, e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus.”

Isaías 50:10

Deus proverá( Gênesis 1:1-19); Eu sei em quem tenho crido ( II Tim1:12)

Aquele que aceita o desânimo está fadado a fracassar e ficar no caminho, perdendo a recompensa eterna que está reservada aos corajosos e aos espiritualmente otimistas. (Apocalipse 3: 11-13).



Que Deus nos abençoe
Élcio Lourenço
http://www.vidanovamusic.com
je.lourenco@uol.com.br
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O maior dos artistas

O maior dos artistas
Por Daiana Barros



Sem sombra de dúvidas, sabemos que Deus é o Artista Maior. Sabemos também que Ele nos deu dons e talentos, e somos capacitados a desenvolver ao máximo esses dons, com o intuito não apenas de buscar a excelência, mas de podermos ser modelo e ser exemplo de adoradores apaixonados pelo Deus Criador e Artista.

A Palavra diz:

Pois, nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. CL 1:16,17

Aleluia! Não poderíamos ter um professor melhor! Gostaria de dar ênfase neste texto, não somente a arte no reino de Deus, mas o compromisso que temos com aquilo que Ele nos permite desempenhar na sua obra. Quero dar ênfase ao compromisso que devemos ter com algo que não é nosso, mas sim do nosso Pai.

Nós, artistas, antes de desempenhar algo para o Senhor, precisamos pagar um preço. Preço de entregarmos as nossas vidas em santidade, amor e adoração constante. Quando dizemos constante quer dizer sempre, em todo tempo, sem pausas! É assim que devemos ser.

Quando falamos de compromisso, lembramos da nossa primeira aliança com o Senhor, o dia em que o aceitamos em nosso coração. Apartir deste dia, Deus deposita em nossas mãos TODO o seu reino. Que compromisso! Em Jeremias Deus nos dá uma advertência:

Ai daquele que realizar a obra do Senhor relaxadamente!

Que tremendo! Neste versículo encontramos tudo que se refere ao compromisso que temos com o Deus todo poderoso. É importante deixar claro que não devemos amar nossos ministérios acima de Deus. Já ouvi muita coisa do tipo:

Eu amo cantar!
Eu amo dançar!
Eu amo interpretar!

Tome cuidado com essas expressões! Tudo que fazemos na obra tem que ser por amor ao Pai, porque somos totalmente apaixonados por Jesus! Nós o servimos porque desejamos ardentemente adorá-lo e estar em sua presença com o que Ele confiou em nossas mãos: a arte!

Não faça nada se você acha o “seu” talento bonito, agradável, ou talvez porque mereça algum mérito próprio. Toda honra e glória pertencem ao Senhor. Ore a Deus e peça que Ele mude as suas motivações se elas forem errôneas.

Quero ir ainda mais fundo... Se você é um líder, seu grupo será aquilo que você é. Com a mesma intensidade que você buscar ao Senhor o seu grupo buscará também. Portanto, busque ao Senhor Jesus e peça que Ele transforme realmente o seu coração, para reconhecer que a arte não é sua, mas do Pai, e que é Ele quem capacita,


Deus abençoe a todos
Daiana Barros
http://www.vidanovamusic.com
daibarros@hotmail.com
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A história de Aclame ao Senhor

A história de Aclame ao Senhor
Por Darlene Zschech



O interessante foi ouvir dela que não há nenhum fato sobrenatural que a levasse a compor esta canção.

"Simplesmente senti que naquele dia fluiria uma canção que tocaria as nações." Darlene até hoje fica surpresa e se diz embaraçada com o resultado desta canção. " É uma canção simples e natural, diz ela com uma humildade que é natural a pessoas cheias do Espírito que hoje sem dúvida é uma das mais elogiadas worship leader do mundo. Ela não quer qualquer glória porque sabe que não é sua.

É a pureza de seu coração e seu amor profundo por Deus que a criou até se tornar a líder aclamada que é hoje. "A melodia é simples e a letra é toda tirada da bíblia," Explica: " Veio de um tempo de reflexão diante de Deus." Embora tivesse experiência com composição desde os 15 anos, ela nunca se considerou uma compositora, mas recorda, sempre recebia uma inspiração.

"Era um daqueles dias escuros em minha vida," relembra. "Me sentia pressionada, tudo estava sobre mim, parecia estar tudo fora do centro da vontade de Deus e eu abri o livro de Salmos numa busca desesperada pela sua paz, sentei-me ao velho piano, toquei as teclas de forma avulsa, sem formar acordes, e assim Aclame ao Senhor fluiu de meu coração. Ela sorri quando descreve a cena. "O piano era um presente de meus pais quando eu tinha cinco anos somente. Era velho e eu estou certa que estava até um pouco desafinado. Eu não estava pensando na canção de forma consciente," diz, "mas eu cantei isto e cantei isto, inúmeras vezes, e esta canção me levantou, me ergueu." Esta foi a forma como esta canção nasceu, nas profundidades de um desespero e me levou para as alturas de fé. Passaram os dias e a canção não abandonou, não a deixou e ela começou a perceber que poderia ser sua canção de adoração, seu hino de vitória.

Terrivelmente tímida e sentindo-se um pouco envergonhada, ela comentou com Geoff Bullock (então Pastor de Música em Hills CLC, Igreja onde é pastora) e Russell Fragar que ela havia composto uma canção. "Minhas mãos ficaram suadas e eu tocava com dificuldade, estava tão nervosa," diz. "Eu continuei tocando e parando, pedindo desculpa a eles por estarem presenciando tal situação, acabei pedindo para que eles ficassem de costas para mim, voltados para a parede enquanto tocava a canção. Depois quando viraram para mim disseram: É magnífica! Linda demais! Darlene estava segura que não era apenas cortesia da parte deles.

Quando Pastor Brian Houston( Pastor Presidente da Hill CLC - Temos link para esta igreja em nossa página de links) ouviu a canção pela primeira vez, ele predisse que seria cantado em torno do mundo. O resto é história...

De início nem registramos a canção e comecei a receber letras com traduções das pessoas no mundo inteiro que cantavam a canção em suas igrejas, diz Darlene. "Na Nigéria um menino de sete anos de idade me agradeceu por ter escrito esta música."

"Aclame ao Senhor foi escrito no tempo em que eu era uma menininha para Deus, a menininha que correu para o pai no momento do desespero".

Quando você canta esta canção você tem a oportunidade de sentir o que Darlene sentiu no dia em que o Senhor lhe deu esta canção. Darlene agarra sua Bíblia e volta ao Salmo 96. Você pode ver sua paixão pela palavra brilhando nos olhos quando ela descreve o que isto quer dizer para ela. Ela consegue ver a qualquer hora o mar rugindo e as montanhas se curvando diante do Senhor. Você pega um vislumbre que inspirou a canção, o amor verdadeiro e coração puro enfocado completamente em seu Senhor amado.

Desde que foi escrito em 1993, "Aclame ao Senhor" foi gravado em mais de 30 álbuns, só no Brasil para mais de 10 e traduzida para muitos idiomas. É a canção de adoração favorita de centenas de milhares de crentes em torno do mundo, é tocada em milhares de igrejas, convenções, concertos, casamento e até enterros. Foi indicado como "Canção do Ano" em 1998 pelo Dove Award ( Prêmio dado nos EUA para os maiores destaques da música cristã - uma espécie de Grammy).

Artigo tirado da Revista de Hillsong (Informativo da Igreja Hill CLC em Melbourne/Austrália.

Deus abençoe
Darlene Zschech
http://www.hillsong.com
music@hillsong.com
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